Nos devaneios inconstantes
da sua mente delirante
perdi-me
Nos paradoxos colossais
nas suas estruturas banais
perdi-me
Nos seus encantos mórbidos
descem-me tão doce espanto
de ser desse ser infantil
Da minha mente estranha
a sua boca, a sua entranha
Eu vi o céu, nada mais
Ainda assim, vivo um paradoxo
forjado de estrelas
restante de cor
da minha vida inteira
Saltando em tantos
precipícios santos
torcendo os pés
em compromissos bêbados
admiro em você
meu acalento em bando
que no mais viril "perder"
encontro-me em você.
Embora a dor faça
de mim uma besteira
de ti uma criança
sendo eu em você
a mais linda cegueira
deixe-me, de fato, cega
pois, cegos vivem
mas mortos não amam.
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