3 de setembro de 2011

Uma tarde e muitas mulheres


Mulheres. Seres que sentem tanto, que nada sentem. Esse pode ser um manual de como nos entender. Mas também é um manual de como aproveitar uma boa tarde.
Mulheres sempre estão à procura. Procuram por tudo. E na maioria das vezes procuram palavras para descrever seus amores. É uma mãe que diz ,em desespero, para seu filho não se drogar. É uma filha que sente, por  gratidão, todo amor do mundo pelos seus pais. É uma mulher que chora, apaixonadamente, por um grande amor que se foi. E todas elas usam palavras.
Eu, nessa tarde agradável, uma tarde qualquer, ouço músicas. Não entendo o sentido dos meus passos, mas entendo a claridade que invade meus olhos e que bloqueia minha visão. Estou comendo o ar que se transfigura pelas mãos. Estou abrindo portas com o olhar, nessa tarde, uma tarde.
Mulheres, seres divinos. Seres profanos. Mulheres são toques de anjos. Mulheres e tardes são imutáveis. São lindas por si só. Estão em constante mudança, nunca de dia, mas nunca de noite. Então entre, por entre, para sempre. São intermitentes. São paradas e trabalham. Não trabalham, mas conseguem o esperado projeto.
Mulheres e tardes são análogas. São para ficar na memória. São mães, são irmãs, são filhas de qualquer sentimento. Fazem nascer e fazer morrer, assim como a tarde nos proporciona o belo do início da noite e a nostalgia do final da manhã.
Não importa como se manifestam. São lindas. Como essa tarde que estou vivendo. Lembrarei de cada fato quando a noite chegar, Lembrarei de tudo quando a manhã passar e assim chegar outra tarde. Terei a recordação de todas as mulheres que amo, terei a recordação de todas as mulheres que eu posso ser, e de quem eu sou para alguém que me ame. Sou a tarde, antítese da vida, forte e fraca, começo e fim. Sou mulher!

1 comentários:

Risco de vapor disse...

Mulheres são antiteses... realmente, concordo com vc!! rsrs Ótimo texto, ótima observação... Ninguém melhor que uma mulher (louca) pra descrever as mulheres... rsrs