Lábios tristes, veias azuis. Azul, meu azul. A cor do meu planeta bem, bem distante...
24 de julho de 2011
Humanos
As definições não fazem sentido para alguém tão humano. O que é exato não tem cor. E eu a tenho. Gosto do improvável, do complicado. Gosto dos amores, das dores. Gosto dos amigos, irmãos, livros. Gosto do toque, cheiro e carícia. Gosto do que me gosta também. Tenho sonhos. Muitos, talvez. Tenho medos, em demasia, eu sei. Amigos, amores... Tenho fé, que não sei aonde foi parar. Acredito num superior, sem forma, e com muita cor. Mas é como eu disse. Se tem cor é humano e nada que é humano é alheio a mim. Somos o universo e estamos impregnados dele. Somos a cor e a vida. O sonho e a dor. E no final de tudo, somos aquilo que queremos ser. Em verdade, somos limbos. Vivemos sem pecados; somos inocentes e vivemos a nossa própria paz. Humanos, assim somos nós. Assim sou eu.
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