29 de maio de 2011

Proposta do Blog


Quando me acometeu a idéia de realizar um trabalho com as palavras, eu era bem novinha, 8 anos, eu acho. Era interessante, pois cada novela, cada música, ou cada choro eram motivos mais que perfeitos para formular um novo poema. Aos 14 anos, lembro-me de ter feito um livrinho de poesia, que se chamava “Amor e ódio”. Ele era bem a cara da adolescente que eu me tornara: Frágil, tímida e muito estranha. Mas eu não falo assim por ter pena de mim. Eu acho engraçado, porque tudo isso me fez ser quem sou hoje. Daí, minha mãe, num acesso de limpeza, jogou todos os meus livros fora, e com eles foi o meu tão estimado “Amor e Ódio”. Rs Não posso nem dizer o que senti no momento.
Entretanto, não parei, Continue escrevendo. Olhem, tantos os erros, que nem sabia mais o quão certo poderia dar o meu projeto. O que eu gostava era mesmo de expressar o que sentia.


Voltando ao começo, à história do Blog, eu o fiz por estar no ápice dos meus pensamentos. 17 anos, muita coisa na mente; sonhos no coração e grande revolta por tudo. Por ser estar onde estava, por estudar como/onde estudava, por não gostar dos cabelos, por não aceitar a opinião alheia, por não amar e nem ser amada.
“Ilícitas formas e amplitudes modernas” veio de forma dadaísta, assim, do nada.  Abri o dicionário e fui lendo as palavras, procurando conectividade com as minhas idéias, e percebi o quão rebelde eu estava... com tudo. Ser ilícita, em si e nas formas, era uma forma de expressar o que nunca conseguia expressar. Minhas palavras, de pouco teor literário eram ilícitas. Qualquer professor ou poeta, ou metido à poeta poderiam considerá-las um monte de bosta. Que sejam, por isso são ilícitas. E as “amplitudes modernas” vêm do fato de ser grande o que eu sentia, e estar ligado a muitos movimentos modernistas. A rebeldia, a falta de forma, o equívoco, o estranho, o belo no significar, no eu, eram ilícitos. A proporção, o muito que poderiam significar eram amplos. Portanto, nada melhor que o nome estranho para tudo o que é estranho em mim, nesse planeta distante que eu fui morar..
Bem, espero que curtam a nova edição desse blog, que pretendo não largar nunca.

Com carinho e amor, que coube e caberá em todos os corações.

Karoline Freitas.

1 comentários:

Risco de vapor disse...

Bom ver que retomou seu "brógui"! T dou a maior força! \o/ Muito legal o texto, apesar de eu já saber disso tudo.. rsrs Beijos!